Wearable Technology

Acompanhando a tendência da tecnologia ocupar um espaço cada vez maior no cotidiano dos indivíduos, os Wearables têm se popularizado cada vez mais ao redor do mundo.

Os Wearables, ou “vestíveis”, são dispositivos inteligentes que podem ser utilizados como acessório ou peça do vestuário. Nesses casos, tais equipamentos são constituídos por sensores, GPS e conexão com a internet, possibilitando que o usuário monitore, por exemplo, dados de sua saúde e desempenho, como acontece com smartwatches que fornecem estatísticas em tempo real de batimentos cardíacos, velocidade média, distância percorrida, dentre outros.

Em termos históricos, o primeiro dispositivo Wearable inventado foi criado em 1966 por Thorpe e Shannon, um pequeno computador analógico com quatro botões, que media a velocidade de uma roda e transmitia esses dados para um fone de ouvido. (Seymour, 2008 apud Page, 2015). Em seguida, alguns lançamentos importantes foram os relógios calculadoras da HP, dos relógios Casio, que contavam com amplo espaço para armazenamento de contatos e dos walkmans  (Page, 2015).

Em 1990, pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) idealizaram dispositivos que pudessem ser portáteis; que não impossibilitassem a execução de outras tarefas; e, também, que interagissem com o mundo real e incorporassem elementos do ambiente externo ao seu sistema em tempo real.

Nessa época, a área de Tecnologia da Informação estava em plena expansão, e muitas empresas passaram a investir em Wearable Technologies. No entanto, para ser relevante e continuar vendendo, esse mercado precisou encontrar públicos-alvo que acreditassem no propósito desses dispositivos. Desse modo, houve uma segmentação e as áreas para quais se destinou a oferta desses produtos foram a de esportes e serviços médicos (Malmivaara, 2009).

Há poucos anos, alguns pesquisadores discutiam se a Wearable Technology teria sucesso e seria relevante na vida dos usuários, tendo em vista que, a partir dos anos 2000, houve uma queda nas vendas de tais equipamentos, uma vez que smartphones passaram a se configurar como dispositivos mais completos e multitarefas.

Nesse cenário, alguns estudos preveem que, em cinco anos, o mercado de Wearable Technology será muito maior do que é atualmente (Page, 2015). Espera-se, portanto, que a incorporação de tais dispositivos no cotidiano melhore a qualidade de vida dos indivíduos. “Dispositivos médicos serão utilizados para reduzir custos, por meio do monitoramento dos pacientes em suas próprias casas, e a tecnologia vestível possibilitará que negócios melhorem sua produtividade e sua relação com o consumidor” (PAGE, 2015, p.12, tradução nossa)
Portanto, nota-se que, para ter espaço no dia a dia das pessoas, dispositivos têm que, além de dinâmicos, ser uma extensão do corpo de seus usuários, potencializando suas capacidades físicas e mentais e possibilitando a vivência de experiências cada vez mais completas e imersivas.

 

REFERÊNCIAS

AMFT, O; LUKOWICZ, P. From backpacks to smartphones: past, present and future of wearable computers. In: IEEE Pervasive Computing. Eindhoven, 2009

JAMES, Daniel; PETRONE, Nicola. Sensors and Wearable Technologies in Sport, SpringerBriefs in Applied Sciences and Technology. Springer: 2016

MALMIVAARA, M. The emergence of wearable computing. In: Smarts clothes and wearable technology. Tampere, 2009

MARINE, Patrícia. As tecnologias vestíveis de moda a relação entre humano e não-humano. São Paulo, 2017

PAGE, Tom. A Forecast of the Adoption of Wearable Technology. In: International Journal of Technology Diffusion. Loughborough, 2015

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