Mecanismo de Busca

Com o advento da web a partir da década de 90, a utilização de mecanismos de busca se tornou imprescindível, pois o número de páginas aumentava (cerca de 200 milhões na época) enquanto que o número de acessos a estas era de apenas 25% (BRODER et al. 2000).

Para que se possa entender a dinâmica do que chamamos de ‘mecanismos de busca’, é necessário compreender o que estes são. Sites como Google; Yahoo e MSN trabalham como bancos de dados que facilitam a busca por informações através do uso de palavras-chave. De acordo com pesquisas feitas pela Jupiter Research, Jupiter Media Metrix e Forrester Research, esta opção possibilitou que a busca por meio destas ferramentas se tornasse cada vez mais frequente pelos usuários. De acordo com Almeida, ao decorrer do tempo os mecanismos passaram a permitir tanto buscas simples quanto avançadas, onde se pode filtrar o resultado do que será pesquisado.

Sendo assim, o Google, segundo Ivan Siqueira, foi criado para ser uma resposta à classificação das páginas da web segundo um critério de leitura mais eficiente da estrutura de hyperlinks do HTML – linguagem de programação utilizada na construção de páginas web. Inicialmente, a lógica seria que “Quanto mais ‘citada
(linkada) uma página, mais qualidade e mais pertinente a busca efetuada”. O método usado, PageRank, procurava verificar a satisfação de uma busca pelo check list dos links mais pertinentes de uma página, conforme critérios de citação externa de outras páginas. Com o uso mais frequente, foi notado que este método se tornou ineficaz perto dos interesses do marketing e da manipulação dos links e das páginas, que tentavam burlar esse sistema, visto que estar no topo do ranking traz vantagens financeiras.

Conforme mecanismos de busca eram aprimorados e outros tornavam-se obsoletos, foi constatada a necessidade de sistemas de recuperação da informação. Neste caso, o Google, diferente de outros mecanismos, concebeu seu Mapa do Conhecimento, que com suas ideias e como os atuais mecanismos de
pesquisa, busca e recuperação da informação na web trabalham concomitantemente com relacionamentos e com a utilização de modelos de inteligência artificial e dos pressupostos da web semântica. Segundo Carlson, tais interações e relacionamentos aconteceriam de acordo com esta ferramenta que responderia a qualquer indagação cujos objetos possam ser encontrados na rede, isto é, virtualmente, quase tudo.

A forma encontrada para aprimorar a busca, foi associar as palavras semanticamente, enquanto outros buscadores analisavam-nas isoladamente. Desta forma, a Google percebeu que com novos algoritmos poderia se desenvolver a “capacidade” de juntar em um todo informações esparsas na rede, além de “aprender” continuamente com as informações providas pelos usuários. E desta maneira, que se percebeu que se poderia minimizar o efeito do marketing na lógica do Mapa do Conhecimento.

 

É fundamental entender como funcionam os mecanismos de busca, pois é através deles que se pode otimizar a aparição de um site nos primeiros resultados dos mecanismos de busca em determinados segmentos na Internet. Em um período em que falar sobre tecnologia, envolve expansão da informação e aumento da potencialidade do seu uso na solução de problemas e de facilidades, os buscadores são relevantes ao propiciar uma qualidade do acesso e menos tempo envolvido nas buscas.

AUTORES:
Bruna ​Carvalho​
​Débora​ ​Bortolotti
Isabel​ ​Noernberg

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Patrick Scripilliti Bahia. Otimização de websites para
mecanismos de busca na Internet: uma contribuição do Ergodesign. Rio de
Janeiro: PUC-Rio, 2007.

BRODER, A. et al. Graph structure in the web. In: INTERNATIONAL WORLD
WIDE​ ​WEB​ ​CONFERENCE​, 9., 2000, New York.

CARLSON, A. et al. Toward an architecture for never-ending language
learning. In: CONFERENCE​ ​ON​ ​ARTIFICIAL​ ​INTELLIGENCE​, 30., 2010, Georgia.

SIQUEIRA, Ivan Cláudio Pereira. Mecanismos de Busca na Web: Passado,
presente e futuro. PontodeAcesso​, v.7, n.2, Salvador, 2013. p.47-67

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