Inteligência Artificial

O termo “inteligência artificial” foi criado pelo professor John McCarthy, em 1956, que buscava uma forma de descrever um mundo em que “máquinas poderiam resolver problemas que atualmente só podem ser resolvidos pelos seres humanos”. Dentro do conceito de inteligência artificial (IA) estão inclusas características como a habilidade de absorver conteúdo, aprender, raciocinar, deliberar e tomar decisões.  

De acordo com a Salesforce, empresa norte-americana de software on demand, atualmente, tecnologias como a Machine Learning (computadores usando dados para aprender com apenas o mínimo de programação), o Deep Learning (parte do aprendizado de máquina que utiliza algoritmos complexos para imitar a rede neural do cérebro humano), e o Processamento de Linguagem Natural são tecnologias que compõem tudo o que a inteligência artificial abrange, possibilitando um futuro em que as plataformas e sistemas utilizados no dia-a-dia dos seres humanos irão aprender com suas interações, dados físicos e comportamentais.

Segundo Conrado Leister, presidente da SAS América Latina, empresa líder global em Analytics, “a previsão é de que sistemas cognitivos e IA vão movimentar US$ 47 bilhões em 2020. As empresas estão obtendo benefícios como redução de custo operacional, melhoria na eficiência, automatização de processos e otimização de preços”. Leister completa que atualmente a IA já está auxiliando departamentos de polícia na identificação de criminosos: “É o caso do estado da Carolina do Norte (EUA), que utiliza o SAS Visual Investigator para descobrir pistas e comportamentos suspeitos que podem representar perigo para crianças.” Isso ocorre por meio da integração de dados da justiça criminal e de banco de dados da saúde pública.

No âmbito financeiro, o Bradesco é um dos bancos do país que dobrou o orçamento destinado à IA em 2018. O gerente de inovação, Marcelo Câmera, revela que o índice de satisfação com os robôs que fazem atendimento ao público através do app para celulares é de 70%. Hoje, a máquina responde cerca de 11 mil questionamentos diariamente. A Smiles, programa de fidelidade e relacionamento da Gol Linhas Aéreas, também conta com a rapidez e a praticidade dos robôs para responder aos usuários de suas redes sociais. Denominada de Emília, a assistente virtual é capaz de verificar reservas, consultar voos e solicitar cancelamentos sem a ajuda humana.

No Laboratório de Big Data e Análise Preditiva de Saúde (LABDAPS) da Faculdade de Saúde Pública da USP foram desenvolvidos algoritmos de inteligência artificial para auxiliar em problemas da prática clínica, como a predição da qualidade de vida de pacientes com câncer. Segundo pesquisa de 2016 do Instituto Datafolha, receber um diagnóstico dessa doença é a maior preocupação de saúde para 65% dos brasileiros. À medida que mais dados de qualidade sejam coletados, maior é o potencial de que algoritmos consigam assimilar padrões novos e mais complexos. Isso irá auxiliar médicos a tomarem decisões, aumentando a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes.

No Brasil, existe a Associação Brasileira de Inteligência Artificial (ABRIA), que tem por missão “somar esforços entre as empresas brasileiras que atuam no setor de inteligência artificial, ampliar a troca de informações entre players nacionais, internacionais e acelerar a adoção de plataformas de IA que melhorem a produtividade da economia brasileira”. Os principais objetivos da ABRIA envolvem o esclarecimento à sociedade dos benefícios da IA para a produtividade da economia nacional, o desenvolvimento saudável do ecossistema de startups locais, o fomento à inovação nacional e formação de mão de obra qualificada e a interlocução do setor com entidades públicas privadas.

No mundo ainda não existe uma entidade única que regule e oriente o uso de inteligência artificial e robótica, logo a responsabilidade por tais práticas fica fragmentada em órgãos diferentes. Recentemente no Brasil aconteceu a regulamentação das aeronaves não tripuladas, conhecidas popularmente como drones, devido à ascensão do uso profissional e recreativo da tecnologia. A responsabilidade da regulamentação no país é da Agência de Aviação Civil (ANAC), que criou normas, baseadas nas normas de aeronaves tripuladas, e um cadastro único para “pilotos” de drones. A necessidade de uma entidade que regule inteligência é cada vez maior, pois a cada dia mais inovações são criadas, carros e drones autômatas, programas de inteligência artificial que conseguem se passar por humanos em conversas pela internet , internet das coisas e etc. Essa velocidade de criação deve ser acompanhada em tempo real, permitindo que as inovações tragam apenas benefícios para o mundo.

 

Referências:

https://www.salesforce.com/br/products/einstein/ai-deep-dive/

https://transformacaodigital.com/o-que-e-inteligencia-artificial/

https://canaltech.com.br/inteligencia-artificial/inteligencia-artificial-o-futuro-e-agora-100050/

Scientific American Brasil, Ed. 158 – Ano. 2015
Scientific American Brasil, Ed. – Ano 2015

https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2018/09/inteligencia-artificial-pode-melhorar-decisoes-sobre-tratamento-de-cancer-no-brasil.shtml \Z.

http://abria.com.br/

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