Indústrias criativas

Formada por setores que dependem de idéias e conhecimento, a indústria criativa brasileira cresceu 69% entre 2004 e 2014 de acordo com um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN).



O setor que integra cultura, tecnologia, economia e mercado pode ser definido como um sistema que produz processos, produtos e serviços que são baseados na criatividade. De acordo com o pesquisador inglês John Howkins “é mais coerente restringir o termo ‘indústria criativa’ a uma indústria onde o trabalho intelectual é preponderante e onde o resultado alcançado é a propriedade intelectual.”

Com constante expansão no mercado de trabalho, o segmento engloba profissionais atuantes de diversas áreas como Arquitetura, Artes Cênicas, Audiovisual, Biotecnologia, Design, Editorial, Expressões Culturais, Moda, Música, Patrimônio e Artes, Pesquisa & Desenvolvimento, Publicidade e TIC, todos mantendo um elemento fundamental para a atuação na área que é a habilidade de manipular símbolos e significados e gerar inovação.

Segundo informações do “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, divulgada pelo Sistema FIRJAN, em 2016, os criativos tem salário médio em torno de duas vezes e meia maior que a remuneração média dos demais empregados formais brasileiros.

São jornalistas, escritores, webdesigners, produtores, publicitários, músicos, editores, entre outros profissionais que produzem bens e serviços utilizando imagens, textos e símbolos como matéria prima o que faz desses modelos de negócio altamente sustentáveis.

O mundo passou por uma mudança no do setor tradicional da indústria onde se produzia através de máquinas, para uma indústria que gera conhecimento a partir da criatividade. De acordo com o sociólogo alemão Ulrich Beck a transição partiu de uma “economia fundamentada no uso intensivo de capital e trabalho, e orientada para a produção em massa, para uma economia na qual o capital tem base intelectual, fundamentando se no indivíduo,
em seus recursos intelectuais, na capacidade de formação de redes sociais e na troca de conhecimentos (BECK, 2000, 2002).

 

O potencial de crescimento da indústria criativa no Brasil parece ser grande, com capacidade de gerar muito emprego e consumido poucos recursos naturais. Porém, se faz necessário a criação de políticas públicas voltadas para desenvolvimento de pessoas e empresas que atuam nessa área que estimulem o desenvolvimento que tornem esse ecossistema ainda mais lucrativo.

AUTORES:
Barbara Brayner
Jessica Godoy
Luciano De Marchi

REFERÊNCIAS
Bendassolli, Pedro F., Wood Jr., Thomaz, Kirschbaum, Charles, Pina e Cunha, Miguel, Indústrias
criativas: definição, limites e possibilidadesRAE – Revista de Administração de Empresas [en
linea] 2009, 49 (Enero-Marzo) : [Fecha de consulta: 26 de junio de 2017] Disponible
en:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=155113814003> ISSN 0034-7590

BECK, U. Individualization . London: Sage, 2002
HOWKINS, J. The mayor’s commission on the creative industries. Em: HARTLEY, J. (Ed), Creative
Industries . London: Blackwell, 2005. p.117-125

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