e-Commerce

O avanço das tecnologias comunicacionais e principalmente a expansão dos ambientes de interações nas redes digitais, em especial a internet, promovem mudanças que não se restringem ao campo da técnica, afetando questões mais amplas, tais como a maneira de consumir e adquirir bens por parte da população. É simples, atualmente, realizar a aquisição de produtos através do ambiente digital, e, isso tem, de certa maneira, causado mudanças e adaptações no mercado tradicional de trocas comerciais e dando voga a um assunto de muita pertinência: o e-commerce.

Derivado da abreviação de eletronic commerce, entende-se por e-commerce todas as transações comerciais, isto é, de caráter financeiro, realizadas por meio de plataformas eletrônicas com acesso à internet, tais como: computadores, smartphones e tablets. De maneira sucinta, o e-commerce pode ser definido como compras por meio de redes digitais. A origem desta modalidade de comércio está estritamente imbricada com o surgimento e expansão da internet. A possibilidade de se comunicar com diversas partes do globo e a rapidez com que isto se dá, é uma das características que potencializam esse modelo de negócio. Segundo o presidente da associação de Marketing Digital, Carlos Pinto Ascensão, “O e-commerce permite que os consumidores transacionem bens e serviços eletronicamente sem barreiras de tempo ou distância”.

Por ser uma categoria de comércio relativamente nova e fora dos padrões tradicionais, o e-commerce apresenta suas vantagens mas também enfrenta desafios. Um dos principais benefícios deste tipo de comércio e a comodidade, afinal, o consumidor não precisa sair de casa e não há limitação de horários, basta acessar a internet. Além disso, a empresa que tem plataforma de e-commerce pode atingir (com baixos custos) consumidores de diversas regiões, não se restringindo aos arredores de uma loja física. Neste ponto, pode-se destacar que o consumidor não necessita mais ir ao ponto de venda, pois tem acesso aos produtos de maneira virtual. De acordo com relatório da Agência de Marketing Lorel, publicado em 2013, os consumidores acessam diversos canais pela internet, buscando a melhor opção de compra. “Consumers are moving between a retailer’s channels – websites, store, mobile devices, social media – in a fluid way”, cita o relatório. Outra vantagem, desta vez tomando como referência o ponto de vista do consumidor, é a facilidade para realizar diversas pesquisas comparativas de preço e qualidade do produto. Este aspecto é, por sinal, um dos desafios do e-commerce. A grande quantidade de concorrentes e o poder de pesquisa do consumidor podem fazem com que alguns sites que não ofereçam determinados benefícios fiquem para trás..

Sendo assim, as novas demandas de mercado juntamente com modificações no comportamento do público, geram algumas consequências que são percebidas ao longo do tempo. E não é diferente com o e-commerce. Uma das principais decorrências das compras online é a intensificação da preocupação com os dados pessoais dos consumidores, que, uma vez colocados na rede, são passivos de violação e usos mercadológicos, como por exemplo o comércio de banco de dados. Em contrapartida, tal ação também tem seu viés positivo, pois a partir do momento que as empresas possuem uma definição cada vez mais específica e detalhada de seus públicos-alvo, torna-se mais fácil de atingi-los com determinadas ações, proporcionando um atendimento mais personalizado. Segundo Chris Anderson, autor da obra “A Cauda Longa” a internet é um dos fatores que causam grandes mudanças no mercado, pois acaba com o limite imposto pelas prateleiras em lojas físicas. Segundo o autor, atender o consumidor não só de maneira massiva (com a venda de grandes hits), mas com conteúdo específico e personalizado (atendendo a diversos nichos de consumo) é uma das ideias que constituem o termo Cauda Longa.

Esses novos negócios com espaço infinito nas prateleiras efetivamente aprenderam as lições da nova matemática: um número muitíssimo grande (os produtos que se situam na Cauda Longa) multiplicado por um número relativamente pequeno (os volumes de vendas de cada um) ainda é igual a um número muito grande. E, ainda mais uma vez, esse número muitíssimo grande está ficando cada vez maior” (ANDERSON, Chris. A Cauda Longa 2006.)

 

Outra consequência é a adaptação do mercado como um todo. A implantação do e-commerce abre espaço para a inserção de pequenos negócios, permitindo a competição mais igualitária com as grandes potências comerciais, pois na plataforma online, questões como tamanho físico e estrutura de ponto de venda ficam em segundo plano.

AUTORES:
Matheus Zin
Tatiane Fagundes

REFERÊNCIAS

ASCENÇÃO, Carlos Pinto.  O que é E-Commerce. Disponível em < http://www.gestordeconteudos.com/e-Commerce/Artigose-Commerce/Oque%C3%A9e-Commerce/tabid/3850/Default.aspx> Acesso em 30 de maio de 2017.

ANDERSON, Chris . A Cauda Longa, 2006

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