Deep Web

A quantidade de informações que podemos encontrar na ​Internet é muito grande, existem diversos ​sites sobre vários assuntos diferentes, resultando em uma vasta rede.

Entretanto, há uma parte da rede escondida e denominada de Deep Web ou Rede Profunda. Essa rede “obscura” é muitas vezes associada à crimes e violência, já que muitas publicações sobre o assunto circulam em portais de notícias e redes sociais. Apesar de aparentar não possuir regulamentos para o que deve ou não ser compartilhado, a rede profunda também apresenta conteúdos interessantes como, por exemplo, extensas bibliotecas. Cabe então ao usuário escolher o que irá pesquisar e acessar, assim como acontece na ​surface web​ ou rede de superfície.

Apesar de existir uma visão de que a rede profunda tem apenas a finalidade de encontrar o que é buscado ela pode ir muito mais além, ela também possibilita que as pessoas que a acessam possam estabelecer relações entre elas através de fóruns de discussões sobre os mais diversos assuntos.

De acordo com Michael Bergman, vice-presidente da empresa de ​softwares BrightPlanet, em seu artigo “​The White Paper: The Deep Web: Surfacing Hidden Value​” uma busca pela Internet, atualmente, pode ser comparada ao ato de jogar uma rede de pesca na superfície do oceano, isto é, enquanto uma grande parte de informações será apanhada por esta rede, existem ainda muitas outras informações depositadas no fundo que portanto, são perdidas.

Os mecanismos de buscas comuns infelizmente não conseguem, através de suas pesquisas, visualizar e recuperar essas informações já que os sites que as armazenam são gerados de maneira dinâmica, não sendo estáticos. A incapacidade de explorar debaixo da superfície colabora para que a rede profunda seja escondida. Para que uma página seja descoberta, por exemplo, Bergman explica que ela “… deve ser estática e linkada a outras páginas” (tradução nossa).

Há então uma divisão na ​Internet​, a rede de superfície acessível a todos e a rede profunda menos acessível. A diferença entre elas é que a segunda possui seu conteúdo em bases de dados pesquisáveis que só produzem seus resultados, de forma dinâmica, à medida em que procuras são feitas. Uma tecnologia de busca que atualmente consegue identificar, recuperar, qualificar, classificar e organizar os conteúdos tanto da rede de superfície quanto da rede profunda é a ferramenta de pesquisa desenvolvida por sua empresa, afirma Bergman.

Ele ainda explica que se considerarmos a informação como a mercadoria mais valiosa da “era da informação”, o valor do conteúdo da rede profunda torna-se imensurável. Outro grande alcance da empresa onde trabalha, BrightPlanet, foi o de quantificar ambos tamanho e relevância da rede profunda.

Alguns dos resultados encontrados pela empresa, durante o ano de 2000, foram mensurados e os seguintes dados apresentados: a informação pública da rede profunda chega a ser de 400 a 550 vezes maior que a informação encontrada na rede de superfície, além disso a rede profunda continha, na época da pesquisa, cerca de 550 bilhões de documentos individuais enquanto a rede de superfície beirava a 1 bilhão, por último, a ferramenta desenvolvida pela BrightPlanet verificou que os 60 maiores sites da rede profunda continham cerca de 750 terabytes de informação, quantidade suficiente para representar o tamanho da rede de superfície em 40 vezes.

 

(Gráfico 1: Tamanho total do banco de dados da Rede Profunda no ano de 2000. Fonte:

BrightPlanet)

 

Naquela época, o estudo trouxe como conclusão, para os pesquisadores da

BrightPlanet, que os usuários da Internet estavam apenas procurando por 0.03% das páginas disponíveis para eles. Isso mostra o quão escondida a rede profunda é em relação à rede de superfície . Contudo, existe uma “zona cinza” que acaba por apresentar conteúdo da rede profunda na rede de superfície e vice versa. Apesar do conteúdo da rede profunda aparecer de forma dinâmica,ele também possui uma URL – endereço da ​world wide web – que contém o número de registro, do banco de dados, o qual pode ser reutilizado posteriormente para obter esse mesmo conteúdo.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bergman, M. K. (2001). White Paper: The Deep Web: Surfacing Hidden Value. ​The Journal of Electronic Publishing, 7(1). Disponível em:​

<​https://quod.lib.umich.edu/j/jep/3336451.0007.104?view=text;rgn=main​>

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