Cyberbullying

A palavra bullying tem a sua origem na língua inglesa e faz referência a bully, que entendemos como “valentão”, pode caracterizar pessoas que realizam os atos de humilhar, agredir e intimidar outras pessoas de forma constante e repetitiva, definindo a atitude de bullying.

Com o advento das novas tecnologias da informação e comunicação, essas agressões receberam uma nova roupagem, que é definida como cyberbullying, se trata das mesmas ações do bullying, realizadas por meio das mídias sociais, tais agressões psicológicas, podem ser tão danosas quanto às agressões físicas
praticadas no bullying.

O bullying virtual, pode se tratar da publicação de informações pessoais de um indivíduo, ameaças de morte e comentários sobre características pessoais da vítima com o objetivo de ridicularizar sua imagem pública, deixando a vítima com o constante sentimento de apreensão, muitas vezes afetando sua auto estima,
podendo desencadear um trauma psicológico, isolamento social, depressão e até mesmo ao suicídio.

O uso de tecnologias faz no cyberbullying não exista a barreira do espaço físico como acontece no bullying, fazendo com que a vítima possa sofrer os ataques a qualquer momento além de permitir que as agressões se repitam indefinidamente, desencadeando o sentimento de insegurança, fazendo com que a vítima não se
sinta mais segura em lugar algum.

Outra característica é a dificuldade de controlar as proporções dos ataques, por causa da grande dinâmica do mundo virtual, fazendo com que as agressões sejam vistas por centenas de pessoas. “O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público”, destaca Aramis Lopes, especialista em bullying e cyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Um aspecto do ambiente virtual que faz com que pessoas tenham maior coragem de realizar o cyberbullying é o anonimato, que permite que o agressor nem sempre, seja identificado.

De acordo com sociólogo Lucas de Oliveira, essa impessoalidade pode ser um dos agravantes da epidemia desse fenômeno, já que o contato virtual e indireto pode dessensibilizar os agressores, por não haver contato direto com o sofrimento da vítima e com as consequências do seus atos.

Para tentar combater esse fenômeno, é necessário conscientizar as pessoas desde cedo sobre os impactos desse tipo de violência. As crianças e jovens precisam de meios para falar sobre esses problemas, os agressores precisam saber quais são as consequências de seus atos e os pais e educadores devem conversar com as crianças sobre o uso responsável da tecnologia e sobre como agir corretamente na Internet.

AUTORES:
Katleen Monteiro
Miller Vale

REFERÊNCIAS
RODRIGUES, Lucas de Oliveira. "Cyberbullying"; Brasil Escola. Disponível em
<http://brasilescola.uol.com.br/sociologia/cyberbullying.htm>. Acesso em 27 de
junho de 2017.

https://novaescola.org.br/conteudo/1530/cyberbullying-a- violencia-virtual

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *