Crowdfunding

Imagine quantas boas ideias não foram para frente ou morreram antes mesmo de serem colocadas em prática por um motivo que, infelizmente, ainda dita e viabiliza o que podemos fazer ou não: o dinheiro.

Por conta do contexto econômico desfavorável do início do século XXI, não é fácil encontrar empresas e até mesmo pessoas dispostas a investir em novos projetos. Com os investimentos cada vez mais cautelosos, menores e muita criatividade de quem precisa deles, surgiu o Crowdfunding ou, em tradução literal, Financiamento pela Multidão.

De acordo com os autores Márcio Simeone Henriques e Leandro Augusto Borges Lima, no Crowdfunding, a multidão é acionada para colaborar financeiramente com projetos de diversas ordens: projetos culturais, sociais, empreendedores, políticos ou até projetos de caráter bem pessoal, como conseguir dinheiro para comprar um computador ou realizar um tratamento médico. Podemos dizer que o Crowfunding é uma espécie de vaquinha, daquelas em que reunimos uma série de amigos e/ou pessoas para contribuírem financeiramente em prol de determinada causa, porém, em dimensões maiores e no ambiente virtual.

Hoje, existem diversas plataformas de financiamento coletivo na web. Cada uma com o seu escopo e layout, mas em função do mesmo objetivo: ajudar produções independentes. Um dos segmentos que utiliza bastante esse mecanismo é a indústria musical. O autor Erick Felinto (2012) diz que o crowdfunding pode,
efetivamente, trazer um importante alento em termos financeiros para produções que não contam com o apoio e os maciços investimentos de grandes estúdios, ou seja, é uma excelente alternativa para quem está começando.

Em Curitiba, por exemplo, há o caso da banda “A Banda Mais Bonita da Cidade” que conseguiu gravar seu primeiro CD, no ano de 2011, através do financiamento coletivo. A banda postou seu projeto no site Catarse e, em menos de vinte e quatro horas, havia recebido dez mil visitas no site e quase seis mil reais, segundo informações do próprio Catarse. Três anos depois, em 2014, a banda abriu um novo financiamento, desta vez no site Embolacha e para o lançamento do DVD, gravado em São Paulo. Dentre as recompensas para os investidores, havia cópias do próprio material, nome incluso nos agradecimentos finais do trabalho, ingressos para shows, entre outros.

O autor Erick Felinto reforça que, para os criadores, o crowdfunding abre todo um leque de novas possibilidades de financiamento das suas ideias e para o público. Além disso, o financiamento coletivo oferece um sentido de participação antes impensável, já que o fã sente-se como um co-criador, autêntico colaborador do processo produtivo, capaz mesmo de ajudar a determinar os destinos das obras/produtos que admira.

 

Os sites de financiamento de coletivo funcionam basicamente da mesma maneira: você posta uma descrição bem detalhada do seu projeto, define uma meta de arrecadação e o período em que deseja arrecadar. Além disso, também é possível definir as recompensas de acordo com o valor investido, o que ajuda a estimular os fãs a contribuírem com o projeto. Pronto, agora é só esperar e torcer para que o valor arrecadado seja suficiente para realização do projeto. Vale ressaltar que todos os investidores precisam realizar um login nos sites, o que resulta ainda em um banco de dados tanto para o próprio site, quanto para os donos dos projetos e permite a criação de listas de contatos para futuros projetos e/ou divulgação do trabalho.

AUTORES:
Amanda Cristine Barbosa de Sousa
Amanda Mendes Bastos Peixoto
Larissa Alves Dias

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