Clickbait

Clickbait (ou “isca de cliques”, traduzindo para o português), é nada mais nada menos que um recurso de marketing, característico do jornalismo digital e comumente utilizado nas mídias digitais, que têm o intuito de gerar mais tráfego à plataforma em que o conteúdo está sendo vinculado (sites, blogs, posts, etc).

Para melhor entender a origem desta prática, voltemos a meados dos anos 70, início da Era Digital.

Muitas mudanças aconteceram neste período, principalmente em relação à comunicação de massa. O público saiu da posição de mero “espectador”, estático e predeterminado a aceitar o que estava sendo produzido, para um público ativista, com opiniões e voz própria, pronto para participar em todos os níveis do processo de produção, por meio das novas tecnologias, como por exemplo, as plataformas digitais.

De acordo com Thiago Barros Gomes e Grace Soares Costa, autores do artigo “Caça-cliques no jornalismo: 5 padrões de títulos para atrair leitores no Facebook”, diante da nova realidade apresentada, o jornalismo como era conhecido e praticado, teve de se adaptar – é claro, justamente pela onda de novas tecnologias que começaram a proporcionar uma maior liberdade de expressão, e, conseqüentemente, muitas informações de todo tipo começaram a brotar e ganhar espaço.

O jornalismo, para sobreviver, teve que inventar uma forma de competir com toda essa confusão e exposição de informações. Não bastava somente reproduzir o que era publicado nos impressos; a forma de publicação teve que se adequar à web. Cria-se e desenvolve-se a prática de Clickbait.

Mas, como isso funciona?

A técnica de Clickbait funciona principalmente com base em títulos e/ou imagens apelativas e sensacionalistas, com seu conteúdo apresentado apenas parcialmente, o que instiga a curiosidade das pessoas e as faz clicar no link (muitas vezes sem nem ter interesse real pelo assunto, e sim somente um
anseio de saber “o que ela não vai acreditar na Imagem 7” ou “quais são as 10 melhores dicas do mundo para emagrecer”, por exemplo).

Atualmente, essa prática ficou muito difundida e até mesmo overused, acarretando alguns problemas essenciais, como a queda da qualidade do conteúdo, que muitas vezes acaba se mostrando bem menos (ou nada) relevante e interessante, arruinando completamente a expectativa criada com a chamada exagerada e sensacionalista vinculada a ele.

 

Esse fato faz com que as pessoas no geral tenham um pé atrás quando se fala em Clickbait, imaginando sempre um certo tipo de “propaganda enganosa” relacionada a esse conceito. Não há como negar a veracidade desse sentimento, pois realmente acontece muito de você estar navegando pelo seu Facebook, ler algo que parece ser muito interessante e importante, e na verdade não ser absolutamente nada que valha seu clique e seu tempo.

Porém, existe sim um modo de fazer uso do Clickbait de forma “honesta” e “digna”. Digamos que você tem consciência de sua qualidade, acredita que o conteúdo que você está vinculando em qualquer rede social (Facebook, YouTube, Twitter, Instagram, Blogs, etc) é relevante e importante, além de ter potencial para adicionar informações corretas e precisas aos usuários, qual o problema de utilizar uma chamada extravagante e que chame atenção? Sim, você estará “apelando” com o intuito de chamar atenção e aumentar seus cliques e visualizações, porém, seu conteúdo condiz com a chamada e de alguma forma irá proporcionar uma navegação de qualidade para quem quer que seja.

AUTOR:
Caio Zanotto

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