Blogs

Sabe-se que, na nossa era quase inteiramente digital, os youtubers são a grande sacada dos criativos no Brasil e no mundo. Porém pouco se sabe que, grande parte das webcelebridades da rede social foram lançadas através de seus blogs pessoais, onde escreviam e publicavam todos os dias antes do youtube – e o
audiovisual, no geral – tomar conta das redes sociais.

          Os blogs, inicialmente conhecidos como Weblogs, surgiram na há mais de 20 anos atrás, em 1997 como uma espécie de diretórios divulgadores de links com temáticas similares num mesmo endereço da web, ou seja, um espaço que reunia milhares de links úteis sobre determinado assunto. Com o crescente interesse e facilidade que os weblogs proporcionavam, logo fora lançada uma plataforma que não requeria conhecimento em HTML para sua construção, o Blogger, que possuia uma interface mais prática ao publicador e mais atraente ao leitor. A partir daí, uma jornada se inicia em busca da blogosfera garantir seu espaço nas redes. Com a compra do domínio Blogger pela Google, em 2004, houve um momento de consagração dos blogs na internet e, conforme seus avanços, chamavam mais atenção e atraia novos usuários.
Alguns estudiosos se dividem para definir e conceituar os Blogs.  Amaral e Recuelo (2009) ressaltam três linhas de estudos trazidas por diversos autores durante os 10 primeiros anos do lançamento do formato de weblogs. A primeira é a estrutural, que define um blog como qualquer endereço online que possua textos organizados em ordem cronológica, tenha atualizações regulares e possua espaço de interação. Em seguida surge a linha funcional, que destaca um blog como um canal de comunicação, um meio, uma mídia e, por fim, alguns estudiosos conceituam blogs de forma antropológica, definindo-os como parte de artefatos culturais por se tratar de uma plataforma com opiniões, informações, notícias de um cotidiano ou de determinado assunto pertencente a um grupo.

Hoje os blogs possuem os mais diversos temas, expande seu conteúdo através de vertentes com o uso das redes sociais (como o youtube, anteriormente citado), tem cada vez mais relevância para o leitor e, mais possibilidade de se tornar um negócio para o blogueiro. Isso porque grande parte dos principais blogs brasileiros são de entretenimento, informação e estilo de vida (dados do Alexa 2017).

          Neste percurso, o uso de blogs como meio de transmissão de notícias passou a ser muito presente no jornalismo digital, a fim de proporcionar um jornalismo mais “verdadeiro e transparente” seja ele feito por profissionais de comunicação ou não. Em 2016, a empresa brasileira de comunicação (EBC) definiu que a palavra do ano era “pós-verdade” quando se tratava da internet. Isso significa que o internauta tem usado a internet como meio difusor de informações, capazes de formar opiniões, desmentir boatos, confirmar fatos ou buscar mais fontes sobre um mesmo assunto. E é neste momento que os blogs são referência pois, quem o faz são pessoas e não corporações, organizações e grandes veículos de mídia – que são facilmente manipulados – e potencializa a efetivação de um jornalismo digital participativo, mais difuso e público (Foletto apud. Amaral e Recuelo, 2009).

          Os blogs dão personalidade a um determinado assunto, cria a persona de quem está o escrevendo de acordo com o que ela pretende. E é assim que a ferramenta tem evoluído ao longo do tempo, genuinamente nascida da expansão do acesso do homem na internet, ela busca sempre adaptar-se e criar um ambiente de identificação, conexão e imersão tanto do leitor quanto do blogueiro.

AUTORES:
Amanda​ ​Cristine​ ​Barbosa​ ​de​ ​Sousa
​Amanda​ ​Mendes​ ​Bastos​ ​Peixoto
​Larissa Alves​ ​Dias

REFERÊNCIAS:
Adriana AMARAL, Raquel RECUERO e Sandra MONTEIRO. BLOGS.COM – Estudos sobre blogs e comunicação. São Paulo: Momento Editorial, 2009.
Agência Brasil: Aumento do acesso via celular, games e “pós-verdade” marcaram a
internet em 2016. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-12/acesso-celular-games-e-pos-verdade-marcaram-internet-em-2016 Acesso em outubro de 2017.
Os 12 maiores e melhores blogs e sites brasileiros de 2017. Disponível em: http://birimbelo.com.br/vidadigital/os-12-maiores-e-melhores-blogs-e-sites-brasileiros-de-2017/ Acesso em outubro de 2017.

Com o advento da web a partir da década de 90, a utilização de mecanismos de busca se tornou imprescindível, pois o número de páginas aumentava (cerca de 200 milhões na época) enquanto que o número de acessos a estas era de apenas 25% (BRODER et al. 2000).

Para que se possa entender a dinâmica do que chamamos de ‘mecanismos de busca’, é necessário compreender o que estes são. Sites como Google; Yahoo e MSN trabalham como bancos de dados que facilitam a busca por informações através do uso de palavras-chave. De acordo com pesquisas feitas pela Jupiter Research, Jupiter Media Metrix e Forrester Research, esta opção possibilitou que a busca por meio destas ferramentas se tornasse cada vez mais frequente pelos usuários. De acordo com Almeida, ao decorrer do tempo os mecanismos passaram a permitir tanto buscas simples quanto avançadas, onde se pode filtrar o resultado do que será pesquisado.

Sendo assim, o Google, segundo Ivan Siqueira, foi criado para ser uma resposta à classificação das páginas da web segundo um critério de leitura mais eficiente da estrutura de hyperlinks do HTML – linguagem de programação utilizada na construção de páginas web. Inicialmente, a lógica seria que “Quanto mais ‘citada
(linkada) uma página, mais qualidade e mais pertinente a busca efetuada”. O método usado, PageRank, procurava verificar a satisfação de uma busca pelo check list dos links mais pertinentes de uma página, conforme critérios de citação externa de outras páginas. Com o uso mais frequente, foi notado que este método se tornou ineficaz perto dos interesses do marketing e da manipulação dos links e das páginas, que tentavam burlar esse sistema, visto que estar no topo do ranking traz vantagens financeiras.

Conforme mecanismos de busca eram aprimorados e outros tornavam-se obsoletos, foi constatada a necessidade de sistemas de recuperação da informação. Neste caso, o Google, diferente de outros mecanismos, concebeu seu Mapa do Conhecimento, que com suas ideias e como os atuais mecanismos de
pesquisa, busca e recuperação da informação na web trabalham concomitantemente com relacionamentos e com a utilização de modelos de inteligência artificial e dos pressupostos da web semântica. Segundo Carlson, tais interações e relacionamentos aconteceriam de acordo com esta ferramenta que responderia a qualquer indagação cujos objetos possam ser encontrados na rede, isto é, virtualmente, quase tudo.

A forma encontrada para aprimorar a busca, foi associar as palavras semanticamente, enquanto outros buscadores analisavam-nas isoladamente. Desta forma, a Google percebeu que com novos algoritmos poderia se desenvolver a “capacidade” de juntar em um todo informações esparsas na rede, além de “aprender” continuamente com as informações providas pelos usuários. E desta maneira, que se percebeu que se poderia minimizar o efeito do marketing na lógica do Mapa do Conhecimento.

 

É fundamental entender como funcionam os mecanismos de busca, pois é através deles que se pode otimizar a aparição de um site nos primeiros resultados dos mecanismos de busca em determinados segmentos na Internet. Em um período em que falar sobre tecnologia, envolve expansão da informação e aumento da potencialidade do seu uso na solução de problemas e de facilidades, os buscadores são relevantes ao propiciar uma qualidade do acesso e menos tempo envolvido nas buscas.

AUTORES:
Bruna ​Carvalho​
​Débora​ ​Bortolotti
Isabel​ ​Noernberg

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Patrick Scripilliti Bahia. Otimização de websites para
mecanismos de busca na Internet: uma contribuição do Ergodesign. Rio de
Janeiro: PUC-Rio, 2007.

BRODER, A. et al. Graph structure in the web. In: INTERNATIONAL WORLD
WIDE​ ​WEB​ ​CONFERENCE​, 9., 2000, New York.

CARLSON, A. et al. Toward an architecture for never-ending language
learning. In: CONFERENCE​ ​ON​ ​ARTIFICIAL​ ​INTELLIGENCE​, 30., 2010, Georgia.

SIQUEIRA, Ivan Cláudio Pereira. Mecanismos de Busca na Web: Passado,
presente e futuro. PontodeAcesso​, v.7, n.2, Salvador, 2013. p.47-67